quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ponto, parágrafo.

A sensação é de sufocamento sempre que tenho que lidar com a burocracia - e não, não acho que burocracia é horrível e precisa ser exterminada, acho que ela tem uns méritos relevantes, mas todas as vezes acabo me sentindo incompetente, meio limitada e um tanto lesada.



Da série despesas inesperadas que deviam ser esperadas: comprando óculos.

A vida seguiu, estes dias: terminei um livro empancado, tenho mantido a pia limpa (melhor dizendo, tenho limpado todas as manhãs), dei aula, fui a reuniões, me entretive no fogão: panquequinha, chapéu de couro, costelinha de porco, tapioca, feijão.

Não sei se futebol é o ópio do povo, mas certamente me mantem quentinha, segura e confortada.

Status: pedro pedreiro.

E quando dói, respiro.

Em outro dia, uma amiga falou dos livros na mesma outra língua: o desconforto de pegar, por engano, um livro traduzido em português de Portugal. E eu fiquei pensando como fui me misturando nas linhas e palavras e letras e sentidos e os autores portugueses, moçambicanos, angolanos, que eu nem suspeitava, se tornaram tão meus como meu Machado. E lembrei daquele que aprendi a amar – e a quem esta palavras por vezes assombra – que já antes me dizia que eram, dele, todos, que não abria mão de nenhum rosa ou Drummond, pois não era de geografias que se tratava.

100 dias sem ela. 

Ninguém perguntou, ninguém quer saber, mas eu conto mesmo assim: sou melhor professora do que sei menos.

Sobre a não sei qual temporada de GoT que estreou esta semana: eu gosto de Sansa desde a primeira temporada e Daeneryzzzz me dá sono desde a primeira cena (antes, pelo menos, eu me animava que quando ela aparecia aumentava a chance de ver o Jorah, agora nem isso). 

2 comentários:

Isa disse...

Quase comentei: troca por português do Brasil e o desconsolo é o mesmo. Mas também eu, depois de 5 anos em São Paulo, em que li muita, mas mesmo muita coisa em PT-BR, de psicologia e literatura, acabei por me acostumar. E de cá para lá, só choca mesmo quando é mal escrito, com erros de concordância. Quando é literatura da boa mal se nota, mas texto de jornais, é impressionante, parece que estou a ler noutra língua. Li uma vez um lead o Estadão e tive dificuldade em entender o que lá estava escrito ao ponto de desistir de ler jornais no Brasil. Só crónicas.

Claudio Luiz disse...

1 - "eu gosto de Sansa desde a primeira temporada" - sou testemunha.
2 - gosto bem quando o livro é em português de Portugal.

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