sábado, 15 de dezembro de 2012

5 Coisas Sobre Mim


Hoje estávamos falando (eu, Iara, Cecília e Renata - essas lyndas) sobre o que nos define. De vez em quando eu penso nisso: em quem estou sendo. E de como há coisas que são eu por mais tempo e outras que vão passando. E de como acho divertido isso de estar viva e ir sendo.  E quando penso em mim faço listas, claro. Das coisas que faço, gosto, digo, penso. E daí esse post, dessa vez são só cinco pra vocês não se cansarem. tem outras aqui no post Essa Boneca Tem Manual ou Borboleta, Modo de Usar.

1. Eu adoro cafuné. Aliás, adoro que mexam no meu cabelo, na minha cabeça, nuca e testa. Me derreto. Me desmancho. Fico molinha e só tenho vontade de ronronar. Quando eu tive piolho – sim, eu tive, se meu passado foi lama, hoje quem me difama... – eu amava que me catassem e relutei em usar o trágico-mágico shampoo que levou os bichinhos todos embora e os dedos de quem os procurava também.

2. Eu sou da galerê do Freud, Marx, Lacan e Fellini, então nada no mundo humano me parece natural, nem mesmo a natureza. Porque quando a descrevemos, nomeamos, observamos, sempre estamos interpretando a partir dos referenciais de humanos. Nossos valores, anseios, desejos, expectativas. E o mundo das relações sociais, então, não tem nadinha de natural, penso eu que são construções, não do tipo intencional, bandidos-de-desenho-animado-esfregando-as-mãos-e-com-risadas-malignas, mas resultantes de tensão, relações de poder, cultura, preconceitos, imaginário social, etc.

3. Eu gosto de manga. Sorvete de manga, suco de manga, creme de manga, manga na salada e, principalmente, sentar na calçada com uma manguita na mão, fazer um furinho pequeno e ir apertando e chupando.

4. Eu não estou nem aí pra esse negócio de corrupção. Ou melhor, não me indigno loucamente, não me decepciono com furor, não muda toda minha concepção sobre as pessoas envolvidas. Porque, né, nós vivemos em uma sociedade (e não estou falando do Brasil, mas do sistema capitalista) onde os valores são borrões e a noção de público, coletivo e afins é deteriorada em vários níveis - das pessoas que furam fila, param na vaga para idosos a quem desvia dinheiro público ou se beneficia de contatos na gestão. Isso não significa que isso não é importante pra mim (valores e coletividade são), mas que minhas questões essenciais são outras e que eu não acho que resolver o problema da corrupção é resolver o problema de gestão. Acho que tem outras coisas pra tratar e que minimizar em processos as possibilidades de corromper e ser corrompido é o que nos resta e não julgar moralmente os outros.

5. Eu queria ter os homens da Cristina Yang (se você não assiste Grey’s Anatomy, vou deixar os links pra você ver os tipos: esse é o Owen e esse é o Burke) e eu não estou falando do óbvio fato de que os atores que os representam são deliciosos. Estou falando do tipo que são e das formas de relacionamento que constroem. Mas não sou nadinha Yang, não sou a melhor nem a focada nem tenho dificuldade de demonstrar meus sentimentos em gestos e palavras, daí me restam os Dereks (não que eu esteja reclamando exatamente). 

E você já pensou em quem você está sendo hoje?

3 comentários:

Verônica disse...

queria Owen e Burke. acabei com um O'Maley.

Renata Lins disse...

Eu assino embaixo. Tem outras coisas, mas essas cinco também são minhas. Fiquei meio na dúvida sobre o Owen. Mas não: acho que queria. Alma atormentada, trabalhamos. Eu acho a Grey chata. Beijos.

Teddy Williams disse...

Parabéns, adorei!

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