quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Meme dos Filmes #09 - Melhor Filme Romântico

O Meme Dos Filmes (apresentado neste post aqui) hoje está "in love". E haja suspiros, coraçõezinhos e música chiclete, né? O cinema tem seus gêneros e os gêneros tem seus clichês. No filme romântico tem alguns itens imprescindíveis: 

1. o desencontro dos amantes,

Tarde Demais Para Esquecer
2. um beijo inesquecível, 

A Dama e o Vagabundo

3. um cara com passado polêmico (aventureiro e/ou meio galinha e/ou desiludido), 

Bonequinha de Luxo
4. uma mulher com gênio forte, 

Nosso Amor de Ontem

5. uma música tema de fazer querer ralar os pulsos no asfalto, 


6. troca de olhares sugestivos, 

Luzes da Cidade

7. uma bela duma frase de efeito,

Você sabe assobiar, não sabe Steve?
 Você só tem que unir os lábios e soprar
 –
Aventura na Martinica

8. e, se possível, um final não muito feliz ou, pelo menos, não felizes para sempre.

Um bom filme é aquele que explora os clichês do seu gênero sem ficar refém dos mesmos. O melhor filme romântico, pra mim, aquele que tem tudo, tudo mesmo, na dose certinha, é o maior clichê ambulante já feito: Casablanca. O desencontro dos amantes em Paris, vidas distintas e o reencontro atribulado no Bar do Rick, um beijo inesquecível (se não me engano é só um ou dois mesmo, mas a tensão erótica é imensa) um cara com passado polêmico (e quem melhor que Bogart?), uma mulher com gênio forte (a fogo sob gelo Ingrind Bergman), uma música tema de fazer querer ralar os pulsos no asfalto (play, sam! Play As Times Goes By), troca de olhares sugestivos – e o maridão ali, de boa, uma bela duma frase de efeito (Nós sempre teremos Paris!) e, se possível, um final não muito feliz ou, pelo menos, não felizes para sempre (e quem não fica dividido entre a admiração pela renúncia e a vontade de sair batendo nos dois?). E ainda fica aquele gostinho de que sim, o grande amor é o quadro na parede da memória, o mesmo que dói mais.

PSquaseoutropost

Sem sair do clichê, mas percorrendo as variações, eu sugiro ver Desencanto. É do mesmo diretor de Doutor Jivago e Lawrence da Arábia mas não há nada de super produção aqui. Há um adultério cometido por pessoas comuns, uma estação de trem, anos 40, muito cinza e uma das mais bem contadas histórias de amor que já vi. É um filme sem maniqueísmos, não há um marido malvado, uma vamp sedutora, um amante audaz. Só pessoas comuns, suas responsabilidades  dúvidas e desejos. Só a vida correndo. 


Esse é o olhar mais difícil, mais dolorido, necessário e terno, sentido. Porque quem chega deve saber partir. O amor sempre acaba. Ou porque acaba a vida que o mantinha ou porque acaba em vida e, às vezes, acaba com ela. Às vezes perdemos o bonde e não nos permitimos este olhar intenso e voraz. Mas cruzar olhos sabendo a última vez quando se queria tanto mais é de uma beleza atroz.

PSquaseoutropost2

E eu queria dizer que se o Cinema Italiano é minha cebola particular, as boas histórias de (des) amor são filmadas pelos franceses (como Viver Por Viver) especialmente Truffaut. Não o coloquei aqui porque é preciso bem mais que um post pra tratar de Jules e Jim, Um Só Pecado, A Mulher do lado. E, claro, eu não posso falar de histórias de amor sem lembrar de um dos filmes americanos mais francês que já vi: Tudo Bem No Ano Que Vem. Este será o primeiro post pós-meme.

Estão no meme:

Tina – Pergunte ao Pixel 
Verônica - Will you do the fandango?

AndreV. – Lágrimas de Crocodilo
 Renata  Muitos e Duplos
Deise Luz – Sete Faces
Ludelfuego - Presbita e Emétrope
Peter – Câmera Antiga


3 comentários:

Hugo Avelar disse...

Adoro Casablanca e tô aqui xingando a minha memória por não ter se lembrado dele.
Ótimo filme, ótima escolha. E adorei a introdução do post também.

Tina Lopes disse...

Adoro Tudo Bem no Ano que Vem. Esse post foi pra arrebentar, I rest my case, descanso minha pasta.

Rita disse...

Olha, menina. Você deveria escrever sobre cinema por aí. Ah, você já faz isso? Tá bom.

Post l i n d o.

Casablanca <3

bj
Rita

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